Karina Martin

Autoestima

Quando o elogio não entra

Por que ouvir "você é incrível" não muda absolutamente nada por dentro.

Karina Martin · 29 de julho de 2026 · 1 min de leitura

Tem uma cena que se repete no consultório. A mulher conta uma conquista real, grande, difícil. Eu digo que foi impressionante. Ela sorri educadamente e emenda: foi sorte, foi a equipe, foi mais fácil do que parece. O elogio bateu na parede e voltou.

Autoestima não é opinião externa

A gente cresceu ouvindo que autoestima se constrói com validação. Então acumula elogio, cargo, número, seguidor — e continua se sentindo insuficiente. O elogio não entra porque ele bate numa estrutura interna que já decidiu, muito antes, o que você vale. Enquanto essa estrutura não for revista, todo elogio é água em vidro fechado.

Autoestima não é achar que você é ótima. É parar de precisar de prova.

O trabalho, então, não é colecionar mais provas. É investigar quem escreveu a régua. Quase sempre foi alguém que já não está mais aqui, dizendo algo que você tinha seis anos de idade para entender.

Uma vida com sentido começa
pela relação que você constrói consigo.

A primeira conversa é sem compromisso: serve para você contar seu momento e entendermos juntas o melhor caminho.